Suas histórias para crianças me fascinaram na infância, e fascinam-me mais ainda hoje; sua teologia e filosofia, embora despretensiosas, têm me ajudado a entender melhor Deus, o mundo, e eu mesmo.
Um mundo mágico, revelando em vez de ocultar verdades sobre Deus, o mundo e o homem.
Suas histórias para crianças me ajudaram a aceitar perdas e limitações esperando em Deus. Sem Deus à vista, a paisagem torna-se bem negra…
Dizer que seus livros são pura mágica seria fazer-lhe injustiça. Eles também são épicos, e dizem-me (embora eu não seja tão perspicaz para percebê-lo com clareza) que têm até um conteúdo metafísico e cristão considerável. E dão-me uma satisfação que ainda não pude explicar.
E da boa literatura cristã de modo geral.
Embora os homens tendamos a achar que o mundo não tem jeito, ou que Deus não está nem aí e nós é quem temos de nos virar, Deus tem nos dado provas de Sua ação providencial.
Com todas as limitações inerentes à humanidade, e todos os pecados inerentes ao homem após a queda, ainda assim a simples existência da nação de Israel é prova que Deus não abandona suas promessas, mesmo quando há tempos já nos esquecemos das nossas.
Histórias contadas por missionários por toda a Terra, e registros históricos os mais variados, nos dão conta de que Deus não se deixou ficar sem testemunho perante os homens, mas tem estendido sua graça a todos os que o busquem, não importa se alguém poderoso e até anti-cristão, ou se um pobre de uma cultura que nunca ouviu quem seja Jesus.
Quando a própria igreja perdeu sua propriedade de ser sal e luz, Deus ainda tem uma tarefa a realizar. Homens quebrantados são sua ferramenta, não se importando de serem consumidos na realização da tarefa de salvação.
Deus traz à memória da Sua igreja que Ele, e não uma hierarquia ou tradição, é a Cabeça de Sua amada igreja.
Cantador do Nordeste, o último refúgio do tempo medieval. Ele mesmo um protestante, canta as canções de um povo que, mantido na ignorância, ainda assim vê mais de Deus que os urbanos instruídos na sabedoria deste mundo.
Há uma lista de discussões sobre ele chamada Casa dos Carneiros… participei no começo, mas provavelmente quando isto leres já terei tido de dela me ausentar por absoluta falta de tempo.
Não com a consciência espiritual de Elomar, um grupo que cantou o fundo da alma lusitana, um tempo perdido, uma beleza da qual o mundo foge. Pena que perderam seu acordeão…
Suspeito que suas composições serão apropriadas pelos coros angélicos para louvores eternos a Deus – junto com as de Elomar…
Tantos outros compositores de primeira qualidade: Chico Buarque, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, et alli…
Hoje, 1º de março de 2.002, descobri dois grupos portugueses interessantes na RTP, Resistência & Lua Extravagante – parecem uma mescla de fado, Madredeus, Secos & Molhados, e algo de rock & roll brasileiro dos anos ’80, talvez Ira! ou Violeta de Outono, e certamente o regionalista paranaense Gralha Azul, ainda com violões hispanizados… o que é uma mostra interessante da comum origem ibérica de todos nós.
¿Onde mais no mundo há cantadores como os da terra do Brasil?
As Minas dos Matos Gerais, onde o Brasil primeiro floresceu, a matriz da identidade nacional, as minhas raízes, a minha terra, onde me sinto mais gente.
Aqui nas Europas não é o meu lar, mas gosto de sair dos caminhos dos turistas, andar de transporte público ou a pé mesmo, pelos caminhos comuns e pouco conhecidos.
Uns poemas de pé quebrado, que não posso chamar de versos brancos mas talvez sejam cinza-claro; e mais tarde, quem sabe, algumas reflexões, minha humilde contribuição para um mundo que pense.
Tenho aqui também espalhadas algumas traduções e artigos próprios, ou esqueletos de futuros artigos: